(muda aos 3 acaba aos 6))
- À alma não se aplica o conceito de ‘simplicidade’ (versus complicação) mas sim o de ‘coesão’ (versus dispersão/diversidade). A alma é um constituinte coeso e por isso fortemente ligado ao conceito de individualidade, por mais que algumas corrente filosóficas, certamente sob o efeito da ginginha, queiram fazer levar a crer o contrário.
- Com princípio, claro. Tudo o que tem movimento, vida – animae – precisa dum princípio (a física e o bilhar explicam). Tal como toda a animação precisa de alguém mais descarado que dê o pontapé de saída.
- A alma é um protótipo da inércia em estado puro; é aí que radica a sua, dita, imortalidade. A expressão ‘determinação intrínseca’ é um jogo de linguagem, não há ‘intrinsequidade’ no ser, tudo lhe é dado exteriormente; muita da retórica metafísica é uma construção mental a pedir um hamletiano: ‘menos arte e mais assunto’ por favor.
- A alma representa a transitividade, e por isso se dá tão bem com o corpo que se borra todo com os conceitos de ‘geração’ e ‘morte’. A alma é um eterno ‘até ver’, expressão toda ela muito ao gosto de meninas com vocação para serpentes. © a.