é ser "A vida secreta das palavras" dos filmes mais humanos, e por isso mais belos e dolorosos, que terei visto desde "Dogville". E será também dos mais subestimados pela mainstream porque a vida de homens comuns num não-lugar no mundo ocidental, sem crises de exoticismo hermético e panfletário nem divas siliconadas ou músculos plastificados, pede o tempo e a disponibilidade que vão mal com a vacuidade. Ou porque desde o nosso confortável sofá de nadas adiados não gostamos que nos destapem os olhos para a iniquidade da guerra, de todas as guerras mesmo as privadas, e nos rasguem a frio a alma ainda que ao som de "All the world is green" pela voz de Tom Waits.