junho 29, 2006

Reflexões com o zipper

Uma pessoa levanta-se e dá consigo a ouvir o matraquear de um clássico, tartamudo e crispado até à ininteligibilidade mas cheio de suposta comunicabilidade intertexual:

"quando eu vim / para esse mundo / eu gabriela / gabriela ié meus camaradas / eu nasci assim / e hei-de ser sempre assim / gabriela / sempre gabriela / é assim que eu sou / gabriela sempre / não atinava em nada / hoje eu sou eu cresci assim / eu sou mesmo assim / vou sempre igual / amo gabriela que não atinava em nada / hoje eu sou eu cresci assim / e sou mesmo assim / vou batizar quem me nomeou / pouco me importou gabriela / quando eu vim para esse mundo / eu gabriela / gabriela ié meus camaradas / eu nasci assim / para ser sempre assim gabriela / sempre gabriela / eu sou o natural etc e tal / gabriela sempre" (*)

E naturalmente, após uma ligeira análise de conteúdo e sem sequer necessitar do auxílio de uma calculadora de merceeiro - quanto mais do SPSS - para as redundâncias, não se pode senão ficar a pensar que os únicos bons juízes de nós próprios somos nós mesmos. Oh ié!

(*) Recorte aleatório sobre o tema "Modinha para Gabriela", de Gal Costa.

Publicado por m. em junho 29, 2006 02:05 PM
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