No essencial de acordo quanto à mais-valia da criatividade, vêm-me à ideia as vozes riscadas, cheias do vibrato a que os puristas chamam 'sujo', dos negros no jazz e as baldas à sintaxe e à ortografia que ornam um dos blogs mais criativos e versáteis da lusa 'blogaria' (vénia, sr doutor). Mas como hesito muito entre o Cy Twombly e o Alechinsky, confesso que já não era sem tempo que aguardava o melhor contributo da prodigiosa imaginação do Boccaccio, perdão do António, para a causa das mulheres desvalidas e necessitadas de uma 'mão amiga' (abomino esta expressão) na difícil condução pela hermética e quase virgem selva masculina como o é esta versão, em papel couché e devidamente brochada, do seu Decameron, perdão Decálogo, com o inevitável toque de misoginia, aliás de Midas.