(onde acabam os dons começam os projectos)
Emocionante
A pantomina
Termina
Alado e áptero impulso
Atrai-lhe o corpo delgado
Para o reino da vertigem,
Pondo susto e maravilha
Em cada olhar deslumbrado
Após,
Com lento aprumo, sem pressa,
Regressa,
Pisa de novo o tablado
E dança.
Com segurança e majestade dança,
Como se no ar em que dança
Houvesse mais densidade,
De um verde vagar aquático,
Quem dirá que não tem asas
D. Bailarino-Bailador?
Excerto do poema ‘D. Bailador-Bailarino’ de Reinaldo Ferreira (ed. Vega, 1998)