A mãe sonhou-a e amou-a desde o primeiro dia.
O pai era "casado, ainda..." até ao último dia.
Não nasceu.
Talvez fosse ruiva, com sardas e olhos verdes como o mar.
Um diamante incrustado num coração que dilacera e faz sangrar em cada dia.
Caberia ao pai enfrentar a realidade, que espreita por trás dos sonhos.
Talvez fosse capaz. Talvez não.
Coube à mãe a responsabilidade da decisão, de fazer escolhas firmes.
Foi capaz. Sim.
O futuro e as promessas são do pai.
O presente e a ausência são da mãe.
Londres/ Glasgow - Maio 2003